Um
agricultor e um lavrador faziam seus trabalhos cotidianos. Eles possuem um amor
e um cuidado muito grande por suas plantações. Em um dia ensolarado, começaram
a preparar a terra. Eram tempo de semear. Lançaram as sementes com o intuito de
ver boas plantas.
Mas
infelizmente apareciam, nas plantações mais maduras, ervas daninhas que cresciam
espontaneamente para interferir e destruir aquilo que o agricultor e o lavrador
tinham semeado com tanto amor. A erva daninha vem para tirar a água, os nutrientes
e a iluminação do ambiente que está a plantação. O que era tão lindo vai murchando, perdendo a
cor e deixando de viver.
Algo
que entristece o agricultor e o lavrador é ver que semear no árduo trabalho
para colher com grande alegria, pode não acontecer por conta das ervas que o
solo oferece. Mas com suas técnicas surpreendentes e com sua sabedoria, o
agricultor tira as ervas para manter a beleza e a força das plantas. Porém nem
sempre elas saem de fato e então são jogadas fora.
O
lavrador faz a poda das plantações, essencial para a manutenção do ambiente. Depois
de podadas, elas crescem e se tornam mais fortes e firmes no solo, podendo
gerar mais frutos. Só o agricultor e o lavrador conseguem ver as plantações de
uma forma diferente de outras pessoas, pois eles regam, cuidam e zelam. E alguns
dos que estão de fora querem participar, outros acham besteira ou até mesmo
muito difícil de se viver de tal forma.
Os
dois trabalhadores do campo tinham algumas plantinhas nas quais reservavam mais
afeição, deram até nome para elas.
Chamaram-nas de ramos, tinham um carinho enorme por cada uma delas.
Então com muita alegria no coração o agricultor propôs ao seu colega:
“O
que você, acha de nesses dois próximos dias conversarmos com as plantinhas como
se estivéssemos ensinando nossos filhos em casa?” – de fato, há quem diga que
conversar e falar positivamente com as plantas favorece seu crescimento.
“Boa
ideia! Amo ensinar meus filhos, estou dentro” - respondeu o lavrador
No
primeiro dia, sentaram ao redor das plantas e, com muita compaixão, o lavrador
começou a ensinar aos ramos.
“Oi
raminhos, preciso dizer que vocês que semeiam chorando, vão colher com grande
alegria. Vão começar a dançar e comemorar aquilo que tanto esperaram. Mas tem
um processo. É o seguinte, quando se esforçarem demais vão cansar, mas existe
uma alegria que nos dá força para continuar a perseverar. Não podemos nos
cobrar muito, tá bom? Porque isso também os desanima. Sempre temos um refúgio
para o caos. A tempestade não será para sempre. Confiem no Senhor que serão
renovados, não ficarão exaustos; serão como águias que voam alto. Até mesmo
caminharam e não ficaram cansados.”
No
segundo dia sentaram ao redor das plantas e, com muito amor, o agricultor
começou a ensinar aos ramos.
“Queridos
ramos, no dia de hoje quero ensiná-los algo muito importante: como construímos
um edifício. Sim, é isso mesmo. Calma que vocês vão entender. Começamos
escolhendo o terreno, precisamos ver a característica do solo. Depois de limpar
e tirar os entulhos, fazemos o planejamento, lançamos os fundamentos e a
infraestrutura para manter firme a construção. Aos poucos vão subindo as
paredes, montando toda a estrutura, e se fecha com a cobertura. Então vêm os
acabamentos, revestimentos, portas, janelas e pinturas. Esse é um processo
muito importante, pois quando estamos com alicerce firme e achamos que está
tudo destruído, na verdade apenas começou uma grande construção. O planejamento
das obras foi feito pelo maior arquiteto do mundo, e quem escuta o especialista
nessa área, é um homem prudente pois assim sua casa não será derrubada com
enchentes.”
Eles
ficaram muitos alegres por compartilharem palavras de esperança com suas
plantinhas e continuaram com seus trabalhos diários. Tratando das outras
plantações, lavrando a terra, semeando, plantando, regando, cavando, ceifando,
podando e debulhando.
Jesus é o lavrador e o agricultor,
ele cuida da plantação. Lança a semente, espera brotar, crescer, florescer,
aduba, protege das pragas e, por fim, vê dar frutos e frutos bons. Assim é a
nossa jornada de vida. Jesus nos envia, mas antes disso Ele nos prepara e
continua conosco, a partir do seu Espírito, a soprar para que as sementes que
estão em nós frutifiquem.
Portanto, não fomos nós que o
escolhemos, e sim Ele que nos escolheu. Para que pudéssemos produzir frutos
duradouros que serão concebidos por Deus se pedirmos em nome do Senhor Jesus
Cristo. Então que possamos regar uns aos outros, pois somos solo nas mãos do
Aba Pai e assim termos uma grande colheita de trinta, sessenta e cem vezes
mais.
Texto: Guilherme Gonçalves
Revisão: Luísa Zaqueu
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