Em um orfanato, estava sentado no sofá um menino que queria ser amado e adotado. Pintava a escuridão e as lagrimas em um papel, pois não sabia o que seria de sua vida. Estava em uma casa quente, mas sentia frio. Tinha comida e bebida, mas sempre sentia fome e sede. Preferia ficar num quarto com as luzes apagas, porque em seu pensamento entendia que ninguém se importava com ele e que jamais seria adotado, visto que já tinha completado 17 anos e normalmente as pessoas adotam bebês ou crianças.
Já
não havia mais esperança, alegria ou qualquer felicidade para o menino. Mesmo
os educadores do orfanato dizendo o quão ele é especial, nada adiantava. Então
fizeram uma reunião para descobrir alguma forma de alegrá-lo. Concluíram que
seria uma boa ideia leva-lo até um parque para ele se divertir, mas ele
recusou, dizendo que queria ficar sozinho em seu quarto.
Uma
semana depois venho um homem para conversar com as crianças e apenas o menino
tinha ficado no quarto. Os educadores avisaram para o visitante que ele não
saía do quarto com frequência, pois se sente triste e sem esperança para ser
adotado. Logo o homem subiu as escadas e bateu na porta. Na primeira batida ele
disse: “Venha a mim você menino que está cansado e sobrecarregado” e o menino
nada fez ou respondeu. Na segunda batida ele disse: “Você que chora será
consolado” e, de novo, nada. Na terceira vez ele apenas bateu e também não
houve resposta. O menino não abriu a porta porque acreditou que o homem seria
só mais um que o recusaria depois de vê-lo e o conhecê-lo.
O
homem não desistiu e disse para os educadores: “Estarei de braços abertos.
Quero adotá-lo como meu filho. Apenas peço que o protejam e cuidem dele. Quando
for o tempo certo, nos encontraremos de novo.” Meses se passaram e o menino decidiu
passear pelo parque para entender os turbilhões de pensamentos que vinha sobre
ele. Porém, mesmo debaixo do sol e de um dia lindo, ele ainda se sentia numa
noite fria e escura. Mas continuou caminhando sem rumo e desanimado. Até que ele se esbarrou em um morador de rua
e logo o morador percebeu que o menino estava entristecido e disse: “Jesus te
ama e tem um proposito para você! Nunca se esqueça disso!”. O menino perguntou:
“Mas quem é Jesus?”. Então, por meio dessa simples pergunta, eles passaram a conversar
sobre Jesus e sobre esperança por alguns minutos. Por fim, o morador o
aconselhou dizendo: “Fique atento à voz do filho do Homem.”
O
menino ficou impactado com o que tinha escutado, porque sentiu paz em suas
palavras. Buscou, portanto, conhecer mais sobre o filho do Homem, percebendo
que as palavras que tinha escutado meses atrás por meio das três batidas na sua
porta estavam descritas no livro que se chama “Bíblia”. Em seguida, foi
procurar o morador, mas não o encontrou no seu abrigo. Perguntou para as
pessoas pelos arredores se o tinham visto, mas ninguém o conhecia e nunca o
viram pelas ruas. O menino ficou chocado por não o encontrá-lo, pois em poucos
minutos de conversa, pela primeira vez em tantos anos, ele sentiu a brisa do
vento. Então voltou para o orfanato para contar para os educadores, mas todos
estavam em uma reunião importante do conselho. Na última tentativa,
o menino foi contar para crianças e nenhuma delas deu muita importância
no que ele dizia e outras ainda chamaram de louco.
O
menino ficou bem triste e foi caminhar para refletir tudo o que tinha
acontecido durante toda sua vida e no ocorrido mais cedo. Porém, já estava
escurecendo e a rua não estava muito cheia e, ao invés de voltar para o
orfanato, preferiu sentar-se em um banco. Começou a chorar, não estava
conseguindo compreender todas as coisas que aconteceram. Sentiu-se como um
quebra-cabeça que ninguém consegue montar, porque ninguém conseguia
compreende-lo, nem mesmo ele. “Como queria ter aberto aquela porta”, ele pensou
alto.
Então
um moço estava passando por ali e notou que havia um menino triste e chorando.
Sentou-se ao seu lado e perguntou o que tinha acontecido. O menino respondeu
que era órfão a vida toda, pois tinha perdido os pais quando era bebê e ele não
tinha família, acreditava que nunca seria adotado. Contou também sobre o dia
dele no parque com o morador de rua e que as crianças o chamaram de louco. O
moço sorriu e disse: “Muitos têm ouvido para ouvir, mas não escutam. Outros têm
olhos para ver, mas não veem.” Perguntou se o menino queria dormir em sua casa
naquela noite, visto que já estava tarde. O menino aceitou o convite, porque
nunca tinha dormido em outro lugar a não ser o orfanato e foram caminhando até
sua casa.
Quando
chegaram na casa o moço deu-lhe roupas e comida. Avisou o orfanato que estava
com o menino e que o levaria de manhã. Foram descansar e no dia seguinte
voltaram para o orfanato como combinado. Ao se despedirem, o moço disse:
“Quando precisar de qualquer coisa sempre estarei com você. Sempre seja forte e
corajoso.” O menino ficou alegre por aquelas palavras, abraçou-o e agradeceu
por tudo. Quando se virou para entrar, ficando de costas para o moço, ele
percebeu, naquele instante, que era um vaso quebrado e vazio e apenas um oleiro
conseguiria modelá-lo e completá-lo com o toque de seu amor. Notou que o homem
e o moço eram a mesma pessoa, aquele que deu as três batidas na porta e uma
alegria tomou conta dele por inteiro! Virou-se e disse: “Eu sou sua ovelha
perdida, mas tu me encontraste!”. O homem, de braços abertos, o segurou e o
abraçou. Naquele mesmo dia o menino foi adotado, pois já não era mais órfão e
sim filho de Deus. Portanto, você tem uma morada. Você tem um propósito e uma
vida cheia de luz e esperança! busque e encontrar, bata na porta e ela lhe será
aberta, porque a sua morada já está pronta, você só precisa conhecer o dono da
casa pessoalmente.
Texto: Guilherme Gonçalves
Revisão: Luísa Zaqueu
Glória a Deus!!
ResponderExcluirComo Deus é lindo 😭
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