Um
jovem com seus 21 anos decidiu viajar com seu carro para ter o gosto de
liberdade e independência. Despediu-se de sua mãe e de seu pai e pegou a
estrada para passar por três estados, partindo de São Paulo em direção para o
sul, a fim de sentir sabores diferentes da vida.
Com
o som no alto e seus cabelos ao vento foi
prosseguindo o percurso. Para ele era como se estivesse em um filme, mas a
diferença é que não havia a presença de amigos ou de qualquer outro
relacionamento. Sua primeira parada foi Curitiba. Estava chovendo e por isso
permaneceu apenas por 3 dias, visto que não pode aproveitar muito por causa do
tempo.
Logo
já percebeu que sua viagem não começou tão bem como gostaria. Sem músicas e em
total silêncio, seu coração e seus pensamentos refletiam sobre liberdade e
prazeres da vida. Se perguntando se a viagem valeria a pena. Em sua segunda
parada, chegou na maravilhosa Florianópolis. Notou que seria diferente depois
do ocorrido na última parada, visto que o tempo estava aberto. Aproveitou ao
máximo com muita empolgação por uma semana.
Prosseguiu sua viagem com muita alegria, pensando:
“Agora
sim eu estou vivendo a vida de verdade.”
Sua
terceira e última parada foi Porto Alegre. Pôde aproveitar ao máximo as praias
e as maravilhas que estava diante de seus olhos e ficou lá por uma semana
também. Então estava na hora de voltar para São Paulo, depois de ter desfrutado
das vantagens de cada cidade.
Quando
dirigia de volta, sentiu estar no controle de tudo, porque tinha realizado seus
desejos com sua própria força e dedicação. Ao seu ver, estava no auge de sua
vida. Prosseguiu sua viagem com tranquilidade. Então um homem acenou para ele
pedindo carona e o jovem percebeu que devia ajudá-lo.
Com uma aparência humilde e roupas simples ele entrou no carro e retomaram o
caminho.
“Para onde está indo?” - perguntou o
jovem.
“Para
São Paulo, porque tenho que ensinar meus filhos algumas coisas, como amar ao
próximo” – respondeu o homem.
“Está
aí algo simples de ensinar. Só amar os que merecem ser amados. Porque tem
muitas pessoas ruins e que se aproveitam dos outros.”
“Então
para você amar ao próximo nada mais é que amar por merecimento?”
“Sim,
exatamente isso.”
“Se
eu te disser que temos que amar a Deus acima de todas as coisas. Amar ao
próximo como a ti mesmo e também os que nos ofendem.”
“Te
respondo que isso é loucura e transparece
fraqueza.”
“Olha,
o que o mundo considera loucura e fraqueza confundirá os sábios e os fortes.” –
completou o homem.
“Então
o que é amor para você?” – questionou o jovem.
“O
amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se
orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se irá facilmente, não
guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade,
tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.”
“Mas as pessoas me julgam, me criticam, como
posso eu viver o amor dessa forma?” – o jovem ainda não entendia.
“Quanto
a gente encontra nossa essência, paramos de ser o que as pessoas dizem que somos
e a perdoamos mesmo quando elas dizem coisas terríveis sobre nós.”
“É
tão difícil!” – exclamou o mais novo.
“Por isso tem um caminho, uma verdade e a
vida. Onde é possível descansar. Abrir mão de nós mesmo para viver algo maior e
melhor. São poucos que encontram esse caminho estreito filho, mas requer
promessas inigualáveis.”
O
jovem chorou, dizendo-lhe:
“Estou
cansado de viver uma vida que não preenche – ele já estava sem forças para
dirigir. Me sinto como se estivesse preso.”
Com os olhos brilhando, o homem respondeu:
“Que não ajuntamos tesouros na terra onde a
traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Ajunte
tesouros no céu pois onde estiver seu tesouro aí estará seu coração. Pois nosso
coração foi feito por duas mãos de eternidade que nos chama para seguirmos o
seu grande amor.”
O
jovem então chorou ainda mais e pediu para o homem tomar controle do carro pois
já não tinha forças. Eles pararam o carro no acostamento e o mais velho começou
a dirigir.
Então
continuaram a viagem e o homem notou que precisava abastecer. Pararam em um
posto de gasolina e o homem fez uma analogia, dizendo:
“Assim como o carro precisa ser abastecido quando
a gasolina está acabando para que possa seguir viagem, também o ser humano
precisa se esvaziar dele mesmo e se encher de amor e conhecimento para alcançar
o alvo final.”
O
jovem cada vez que escutava as palavras do homem, ficava surpreendido e
admirado. Contudo, ao chegar em Santa Catarina, faltavam 9 horas para chegarem
em São Paulo. O homem percebeu que o menino ainda estava desanimado e disse:
“Há
tempo para todas as coisas debaixo do céu. Deixa-me contar um entendimento.
Quando pegamos uma estrada não sabemos quando vai aparecer o tão desejado lugar
onde queremos chegar. Por mais que demore para surgir as placas sinalizando o
quanto falta para chegar, precisamos perseverar. Porque a promessa que Deus tem
para sua vida vai se cumprir, mas temos que percorrer toda a estrada primeiro.”
O
jovem nada disse. Estava emocionado, porque sentiu esperança e teve fé que tudo
pode mudar.
Finalmente,
depois de 13 horas e 50 minutos de viagem, chegaram. O homem deixou o jovem em
sua residência. Saindo do carro, eles conversaram pela última vez.
“Então
vá a todos os lugares e fale desse amor, dessa esperança que lhe contei.
Estarei com você até o fim de tudo. Eu amo muito você.” – disse o homem.
“Como
pode o Senhor me amar sem me conhecer?” – disse, chorando, o jovem.
“Antes
mesmo de você me conhecer, eu já te amava.” – respondeu o mais velho.
O
mais novo se derramou de chorar aos pés do homem pois ele finalmente havia
entendido. As vendas que estavam em seus olhos haviam caído. Portanto ele declarou:
“Já não sou eu mais quem vivo, mas é você que
vive em mim.”
O
Homem saiu andando e desapareceu com uma luz muito forte. O jovem então negou a
si mesmo, tomando sua cruz. Decidiu que iria seguir Jesus Cristo, aquele que
morreu, ressuscitou por nós e hoje vive. Vive para sempre. Por fim, que amor é
esse? Abra seu coração para que o Rei da gloria possa entrar e reinar em sua
vida. Pois as promessas dEle vão se cumprir.
Revisão: Luísa Zaqueu
Glórias ao Senhor
ResponderExcluirGlória a Deus que lindo chorei !
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